Uma história de vitória para ser compartilhada.

 

Uma história de vitória para ser compartilhada.

Nossa colaboradora Elisa da Costa Dias venceu o câncer de mama e nós contou um pouco sobre sua trajetória.

Dificuldades, conquistas e a importância do apoio familiar e da empresa na luta contra o câncer de mama. Hoje ela possui motivos de sobra para comemorar. Elisa da Costa Dias, completou 49 anos no dia 24/10, e possui motivos de sobra para comemorar. Além da benção de ser mãe do Matheus de 25 anos e da Luize de 10 anos, foi com muita fé, luta e através da relação de amor com os filhos e os pais que superou um câncer de mama.

Elisa foi admitida pela Mobra em agosto 2015 e logo que passaram-se três meses de trabalho. Sentiu desconforto no posto onde trabalhava e foi levada para pronto atendimento para verificar sinais. Na ocasião, foi entendido que era cansaço e dispensada para casa. Porém, sentia dor nos seios. No banho, resolveu olhar-se, prática que não tinha por costume. Percebeu que o seio estava denso, avermelhado e diferente do outro. Comunicou a empresa e foi ao médico no dia seguinte.

Realizou exames e já durante o procedimento, o médico informou sobre existência de um tumor e pediu exames complementares com urgência. No dia da consulta, ao receber o resultado, foi informada da presença de um tumor maligno de estágio dois. Saiu do consultório médico, ligou para a mãe para avisar e logo, desabou sozinha pensando que havia ouvido sua sentença de morte.

Tentava trabalhar e seguir a vida, mas a tristeza e o mal estar físico e emocional consumiam sua energia e saúde. Passava mal no posto com frequência e precisou afastar-se diversas vezes. Nesta fase, conta que a empresa forneceu todo o apoio, inclusive levando-a para casa quando não sentia-se bem. A família deu total apoio para Elisa e isto foi fundamental para que seguisse acreditando na recuperação.

Mudou-se para a casa dos pais, o filho que fazia estágio na secretaria da saúde organizou o tratamento pelo SUS e a filha, mesmo criança, ficava ao lado da mãe enchendo-a de carinho e segurando sua mão nos momentos mais difíceis. Demorou um ano e meio até ser chamada para o acompanhamento. Foi então que realizou a quimioterapia para diminuir o tumor, fez a mastectomia (procedimento para retirada do seio) e após, radioterapia. Perdeu os cabelos, a imunidade baixou e perdeu a autoestima também. A cada sessão, o organismo rejeitava e era preciso ficar no hospital por 10 dias para aumentar a imunidade.

Foi encontrado outro tumor na axila, que foi retirado em 2017. Durante as sessões de radioterapia a prótese do seio necrosou e foi necessária outra cirurgia para normalizar os movimentos do braço, além de sessões de fisioterapia. Das situações que mais a deixaram abalada, Elisa relata que três especificamente foram as mais chocantes. 

A primeira foi na descoberta, a segunda quando caiu o cabelo e a terceira, quando após a cirurgia, no banho, retirou o curativo e se viu sem seio. A situação a abalou tanto que precisou ser acalmada pela mãe e pela filha. Porém, decidiu manter-se firme. De 2019 em diante, tem permanecido muito bem. Contudo, ainda sente dores no braço e toma analgésicos e relaxante muscular para conviver com o desconforto. Faz tratamento com inibidor de câncer que irá durar por 5 anos e mantém a rotina dos exames contínuos. Realizou os últimos exames no final de julho e nada consta. Elisa comenta que no começo, ao receber o diagnóstico, não é fácil, mas atualmente a medicina está avançada e é preciso ter fé.

Cada caso é um caso, considera-se uma pessoa realista e forte. Comenta que receber muito amor e apoio da família é importante para conseguir superar. Considera que aprendeu muito neste processo todo e que sua visão sobre a vida mudou também, hoje dá mais valor para tudo na vida, não reclama de mais nada. Percebe que os problemas torna-se menores.

Tudo é mais valioso hoje em dia aos olhos de Elisa.